Diferentes, sim; inferiores, jamais !!!!
Desde os primórdios da história da humanidade, os esforços desempenhados por mulheres e homens, durante os milhões de anos de evolução humana, foram para garantir a sobrevivência da espécie e lapidaram aptidões especificas em cada sexo. A mulher foi respeitada como deusa até o momento em que o homem se conscientizou do papel masculino na fecundação. A partir daquele instante, a mulher passou a ser subjulgada, iniciando-se a era patriarcal.
As construções ideológicas misóginas e machistas, do sistema patriarcal, sedimentaram a ideia de inferioridade da mulher em relação ao homem. Ela foi silenciada; sua capacidade intelectual, subestimada; suas aptidões, desprezadas; seus talentos, desperdiçados; suas ideias, ignoradas; e sua capacidade de liderança, sufocada. E, por muitos séculos, com algumas exceções, a mulher sumiu da história da humanidade.
A Revolução Francesa, com sua ideologia democrática e humanitária, ultrapassou as fronteiras da França e, de forma epidêmica, contaminou a todos com sua forte convicção de Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Na Europa, surgiram movimentos de van guarda em prol da paz, da vida, das liberdades individuais e, dentre esses, o movimento pela igualdade de direitos entre homens e mulheres germinou. A revolução industrial e as duas grandes guerras geraram necessidades que alteraram valores morais, éticos, políticos e, consequentemente, os desejos de realização pessoal e profissional, emergiram freneticamente no mundo feminino. A descoberta da pílula anticoncepcional e o avanço tecnológico proveram a mulher com os instrumentos, necessários, que aceleraram sua jornada de conquistas.
Mas o verdadeiro responsável pelo engrandecimento do statu quo feminino foi o acesso da mulher ao conhecimento. Bastou uma fenda na parede do aponsento privado para que as luzes dos conhecimentos elucidassem a vida feminina e, sob todas as luzes, a mulher marchou reivindicando a tão desejada liberdade. A mulher saiu da ignorância em que vivia e lançou-se no mundo dos conhecimentos e das oportunidades, deslumbrando-se com as novas descobertas e possibilidades. Nesse último século, nenhuma revolução foi tão significativa para a humanidade como a revolução feminina.
A inserção da mulher no mundo profissional representou uma forte referência para a construção de sua identidade. A autoestima proporcionada pelo reconhecimento social, pelo sentimento de pertencimento e de utilidade está diretamente relacionada à realização profissional.
Patrícia Rocha - Livro Mulheres Sob Todas as Luzes.

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